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agenda

IV Simpósio Internacional de Psicopedagogia

21 e 22 outubro 2016

Psicopedagogia por uma Sociedade Aprendente:
reflexões e ações

AGENDA COMPLETA

Dia 21 de Outubro de 2016
Sexta-feira

HORÁRIO DESCRIÇÃO
8h/10h Identificação e Credenciamento
8h30/9h30

Pré-evento - Atividade exclusiva para Associados ABPp
(obrigatório a apresentação do Cartão de Associado ABPp e documento de identidade)

Tema: O Jogo da Vida. Psicopedagogia por uma sociedade aprendente

LUCAS PACHECO

Graduado em Sistemas de Informação pela Universidade Federal de Santa Catarina onde passou por uma experiência que o levou a trilhar um caminho inusitado obtendo um entendimento sobre os altos e baixos na universidade e na vida.

Ementa: Esta atividade busca fazer uma síntese do que acontece antes, durante e depois de passar pela universidade/graduação promovendo uma visão mais clara sobre educação, carreira, valores e sentido.

 

LUCAS PACHECO
10h Acolhida/Boas vindas/Apresentação Cultural
10h30 Cerimônia de Abertura: Luciana Barros de Almeida, Presidente da ABPp
11h/12h Conferência Magna:

 

Tema: A Psicopedagogia como mediadora por uma neurociência educacional

VITOR DA FONSECA (Portugal, Lisboa)

Professor no Depº de Educação Especial e Reabilitação da FMH/UTL; Docência de: Introdução ao Desenvolvimento Humano; Perturbações do Desenvolvimento; Psicomotricidade; Dificuldades de Aprendizagem, nos cursos de Licenciatura e de Mestrado; Director Clínico: clínica privada especializada em Psicomotricidade em Psicopedagogia Geral e Especial e em Reabilitação Infantil.

 

VITOR DA FONSECA
12h/13h30 Intervalo para Almoço
13h30/15h Apresentação de Trabalhos Científicos: incentivo à pesquisa
15h/16h Palestras:

 

1- Avanços e desafios atuais da psiquiatria da infância e adolescência

GUILHERME V. POLANCZYK (SP)

Psiquiatra de crianças e adolescentes, Mestre e Doutor em Psiquiatria pela UFRGS, Pós-Doutorado no Instituto de Psiquiatria de Londres e na Duke University. Atualmente é Professor do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Coordenador do Núcleo de Pesquisa em Neurodesenvolvimento e Saúde Mental da USP, Coordenador do Programa de Diagnóstico e Intervenções Precoces e da Enfermaria de Crianças e Adolescentes do Instituto de Psiquiatria do HC-FMUSP.

Ementa: Nos últimos anos, um número crescente de crianças e adolescentes vem recebendo diagnósticos psiquiátricos. Trata-se de uma epidemia de transtornos, estamos frente a um processo de medicalização de comportamentos que fogem às normas da sociedade ou estamos finalmente reconhecendo crianças que necessitam de tratamento e que historicamente não eram reconhecidas? Esta aula irá abordar como a Psiquiatria da Infância e Adolescência contemporânea define os transtornos, como são feitos os diagnósticos e propostos os tratamentos e quais os desafios dessa disciplina do conhecimento e especialidade médica.

2- "Eu já sei...Ih, professora, esqueci"

NEANDER ABREU (BA)

Presidente da Sociedade Brasileira de Neuropsicologia; Professor Adjunto no Instituto de Psicologia da Universidade Federal da Bahia; Pós-Doutor Université du Luxembourg/The University of York; Coordenador do NEUROCLIC UFBA/CNPq - Laboratório de Neuropsicologia Clínica e Cognitiva.

Ementa: Os problemas de aprendizagem e relação com funções neuropsicológicas mnésicas. Estrutura neural da memória e sua prontidão para aprender. Fatores ambientais e a regulação cognitiva para a aprendizagem nos primeiros anos de vida. Intervenção na escola e suportes específicos para a memória. Perspectivas de intervenção a partir de evidências de programas de alta eficácia.

NEANDER ABREU

3- Emoción, procesos cognitivos y autorregulación del aprendizaje
aportes de la neurociencia educacional

SANDRA TORRESI (Argentina, Buenos Aires)

Licenciada en Educación, Universidad de Quilmes; Psicopedagoga; Especializada en Neuropsicologia por la Universidad de Buenos Aires; Doctoranda en Psicología por la Universidad de Palermo; Vice-presidente de la Sociedad Iberoamericana de Neuroeducación; Directora de Neurociencia Educacional; Consultora Internacional de proyectos educativos de los gobiernos de Perú y Nicaragua; Docente de postgrado de la Universidad de Azuay, Ecuador y de las universidades de la M. Mercante, Morón y Flores de Argentina; Investigadora sobre conductas de hostigamiento y fortalezas del carácter; Co-autora de Dificultad de Aprender de Editorial Ediba y de numerosos artículos de difusión.

Ementa: La emoción es clave para varios procesos cognitivos como por ejemplo la memoria o la toma de decisiones. Los procesos cognitivos implicados en el aprendizaje están íntimamente entrelazados con los procesos emocionales (Inmordino-Yang & Damasio, 2007). Las investigaciones con respecto a emociones en contextos académicos se encuentra en pleno desarrollo, por ejemplo los estudios sobre las emociones de logro (Pekrun, 2007): ansiedad ante un examen, vergüenza o frustración ante un fracaso o el orgullo por el éxito resultan de gran importancia por su impacto en el desempeño de los estudiantes. Las emociones académicas placenteras podrían facilitar un uso más flexible de estrategias de aprendizaje y apoyar los procesos de autorregulación y las emociones negativas afectarían el desempeño autorregulatorio y la posibilidad de obtener b uenos resultados.

 

SANDRA TORRESI
16h/16h30

Intervalo

16h/16h30

ATIVIDADE EXTRA

NEUROCIÊNCIAS E APRENDIZAGEM

LUAN CARVALHO (CRP: 06/122942)

Psicólogo clínico e terapeuta cognitivo-comportamental pelo Centro de Estudos em Terapia Cognitivo Comportamental de São Paulo. Aprimoramento em Clínica Psiquiátrica pelo Instituto de Psiquiatria da USP. Especializando em neuropsicologia no departamento de Neurologia da USP. Coordenador na Pearson Clinical Brasil, responsável por conduzir projetos no ambiente escolar, especialmente ao desenvolvimento das funções cognitivas.

Ementa: As contribuições práticas da neuropsicologia: das evidências científicas para sala de aula. As novas tecnologias permitiram um avanço significativo na compreensão do funcionamento cerebral e suas relações no processo de ensino-aprendizagem. Neste sentido serão apresentadas novas práticas escolares considerando a integração entre os sentidos da criança, linguagem, memória e funções executivas.

 

LUAN CARVALHO
16h30/17h30 Palestras:

 

1- A escola do Século 21 e seu papel nas aprendizagens

RAQUEL FIGUEIREDO ALESSANDRI TEIXEIRA (GO)

Secretária de Educação, Cultura e Esporte do Estado de Goiás, formada em Letras; Mestre pela UnB e doutora em Linguística pela Universidade da Califórnia, EUA. Possui ainda pós-doutorado em Língua e Cultura pela Escola de Altos Estudos de Paris.

Ementa: As últimas décadas foram marcadas por forte avanço científico na compreensão do processo de Aprendizagem. As conquistas na área cognitiva, no entanto, ainda não foram devidamente assimiladas e apropriadas na área pedagógica e menos ainda no cotidiano da escola. Essa palestra pretende abordar alguns desses avanços e sugerir mudanças.

RAQUEL FIGUEIREDO ALESSANDRI TEIXEIRA

2- Alcançando os alunos em sala de aula: o desafio do desenho universal da aprendizagem

MÔNICA WEINSTEIN (SP)

Fonoaudióloga, Doutora em Distúrbios da Comunicação Humana, Visiting Scholar no Departamento de Neurologia, Laboratório de Distúrbios da Cognição e Tomada de Decisão da Universidade McGill no Canadá, ex-Professora Adjunto da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo, Consultora especialista em Transferência de Conhecimento na área da Aprendizagem, Diretora técnica da Coruja Educação.

Ementa: O Desenho Universal da Aprendizagem (do inglês “Universal Design for Learning”- UDL) representa um conjunto de princípios que têm por objetivo oferecer acesso à aprendizagem para todos os alunos (universalidade do acesso à aprendizagem). Considerando que cada indivíduo se diferencia em suas habilidades, necessidades e interesses de aprendizagem, esses princípios de base neurocientífica evidenciam a necessidade de múltiplas formas de representação, de expressão e de engajamento no processo de aprendizagem.

 

MÔNICA WEINSTEIN

3- Genética e aprendizagem

Claiton Bau (RS)

Graduação em Medicina pela UFSM (1990), Mestrado (1992) e Doutorado (1998) pela UFRGS. Pós-doutorado no "National Institutes of Health" (2001). Professor Titular do Departamento de Genética, UFRGS. Orientador nos Programa de Pós-Graduação em Genética e Biologia Molecular - PPGBM e em Ciências Médicas: Psiquiatria (UFRGS). Pesquisador CNPq ID. Atual Chefe do Departamento de Genética, UFRGS. Ex coordenador do PPGBM-UFRGS. Investigador em genética psiquiátrica, com ênfase no transtorno de déficit de atenção / hiperatividade e dependências de álcool, nicotina e crack.


Ementa: A palestra incluirá uma revisão do estado da arte na etiologia dos transtornos da aprendizagem, incluindo estudos genéticos clássicos e moleculares. Apontará as implicações desse conhecimento para uma visão voltada para a complexidade, em contraponto a um determinismo reducionista. Por fim, discutirá as perspectivas translacionais para essa área de investigação e conhecimento.

 

CLEITON BAU
17h30/19h Painéis: um fato, diferentes visões

 

1- BULLYING E A GESTÃO DE CONFLITOS ENTRE AS PESSOAS

a) Educação e direito: assédio moral e a lei 13.185/15

MARIA GARCIA (SP)

Professora Associada Livre-Docente - PUC /SP; Procuradora do Estado; Ex-Assistente Jurídico da Reitoria da USP; Membro da Comissão de Bioética / HC-FM/USP; Diretora Geral do IBDC; Coordenadora da Revista de Direito Constitucional e Internacional - RT; Membro da Academia Paulista de Letras Jurídicas; Vice-Presidente do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP) Triênio 2016 - 2018; Membro do Conselho Superior de Direito da Federação do Comércio.

Ementa: Trata-se de analisar os pontos principais da Lei 13.185/15, no referente às obrigações das entidades de ensino quanto ao Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying): a questão educacional e a questão punitiva.

 

MARIA GARCIA
b) Aspectos legais do combate ao bullying: a lei 13.185/15

MARINA FARACO (SP)

Doutora e Mestre em Direito Constitucional pela PUC/SP; Professora da Faculdade de Direito da PUC/SP; Coordenadora do Juizado Especial Cível da Faculdade de Direito da PUC/SP; Membro da Comissão de Direito Constitucional da OAB/SP, da Associação Brasileira de Constitucionalistas Democratas (ABCD) e da Associação Brasileira de Direito Processual Constitucional (ABDPC); Coordenadora Editorial da Revista Brasileira de Estudos Constitucionais (RBEC).

Ementa: O objetivo da palestra é examinar a extensão da proteção constitucional aos direitos à imagem e à integridade física e emocional e os principais aspectos da Lei n. 13.185/15, que institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying), examinando, sobretudo, a definição legal de Bullying e a problemática ao entorno da eficácia e da aplicação prática da norma.

 

MARINA FARACO
c) Bullying X Resiliência: alternativas

NEIDE DE AQUINO NOFFS (SP)

Professora Titular do Departamento de Educação: Formação Docente, Gestão e Tecnologias da PUC/SP. Doutora em Educação pela Universidade de São Paulo. Psicopedagoga Clínica e Institucional formada na Argentina. Professora do curso de Pós-graduação Lato Sensu em Psicopedagogia da PUCSP e Pós-Graduação Stricto Sensu no Programa de Educação: Currículo, linha de pesquisa: Formação de Educadores em diferentes espaços de aprendizagem. Professora e Diretora da Faculdade de Educação da PUCSP – Quadriênios 2009-2013 e 2013-2017. Membro vitalício e presidente da comissão de formação e regulamentação profissional de Psicopedagogos no Brasil da Associação Brasileira d e Psicopedagogia. Autora de artigos na área de Educação e Psicopedagogia. Assessoria institucional na rede municipal de ensino.

Ementa: A sociedade contemporânea vive um mundo onde “só o momento presente” tem sentido. Esta situação propicia a oportunidade de entrar em situações de violência onde tudo lhes é permitido pelo uso da força. Este grupo é constituído por pessoas “desesperançadas e sem perspectivas” onde não existem mais limites para seu comportamento. A violência passa a ser a regra a ser seguida. Este conflito – pressão dos excluídos/incluídos, nos sugere que descobri situações que sirvam como alternativa de prevenção a violência.

 

NEIDE DE AQUINO NOFFS

2- ELEMENTOS VITAIS NA APRENDIZAGEM

a) O brincar levado à sério

AUDREY SETTON LOPES DE SOUZA (SP)

Psicanalista; Membro da Sociedade Brasileira de Psicanálise (SBPSP); Membro do Departamento de Psicanálise da Criança no Instituto Sedes Sapientiae onde é professora do curso de Psicanálise de Criança e do Curso de Extensão: Relações pais- bebê: da observação à intervenção; Doutorado em Psicologia pela Universidade de São Paulo; Docente (graduação e pós-graduação) do Instituto de Psicologia USP; Autora de escritos psicanalíticos em livros e revistas especializadas.

Ementa: A capacidade de brincar é um desenvolvimento essencial e tem sido explorada por vários autores que demonstram a importância desta atividade para o desenvolvimento psíquico, para elaboração das angústias infantis e como uma das primeiras formas de conhecimento sobre si mesmo e sobre o mundo. Assim é possível dizer que uma criança que brinca bem, tem todas as chances de bem se desenvolver. Por estas razões como psicanalistas consideramos o brincar como uma atividade que deve ser levada a sério.

 

AUDREY SETTON

 

b) A equação da afetividade: como lidar com a raiva de crianças e adolescentes.

IURI VICTOR CAPELATTO (SP)

Psicólogo e psicoterapeuta de crianças, adolescentes e adultos; graduação em Psicologia pela PUC-Campinas; Mestre em Ciências Médicas pelo departamento de neurologia da FCM-Unicamp; professor convidado do curso de extensão de especialização em Neuropsicologia Aplicada à Neurologia Infantil-Unicamp e do curso Reabilitação em Neurologia Infantil-Unicamp; professor convidado dos cursos de pós-graduação em psicopedagogia e neuropsicopedagogia da FAJ em Campinas, Jaguariúna e da faculdade Max-Plank em Indaiatuba; co-autor da obra “ A Equação da Afetividade – como lidar com a raiva de crianças e adolescentes” Ed. Papirus, 2012, junto com o Ivan Capelatto; autor de diversos capítulos de livros; membro da ABENEPI - capítulo paulista.

Ementa: Essa apresentação abordará aspectos neurológicos e psicológicos das emoções, principalmente referentes à raiva e a birra, discutindo como lidar com as crises de frustrações das crianças na sociedade atual, pois esta costuma ser a principal queixa nos consultórios psicológicos e nas escolas. Também abordará a relação das emoções com a aprendizagem e memória.

 

IURI VICTOR CAPELATTO
c) Família e escola na compreensão dos significados de aprendizagem

MARIA LUIZA PUGLISI MUNHOZ (SP)

Psicóloga; Psicopedagoga; Mestre e doutora em psicologia clinica pela PUC/SP; Especialista em família e casais; Terapeuta de indivíduos, famílias e casais; Professora titular universitária lacto sensu em Psicopedagogia de 2000 a 2005 e stricto sensu em Psicologia Educacional de 2006 a 2013; Autora de livros e artigos em periódicos na área; Membro fundador da ABRATEF (Associação Brasileira de Terapia Familiar) e da APTF (Associação Paulista de Terapia Familiar); Presidente da APTF biênio 2014/2016 e reeleita para o biênio 2016/2018.

Ementa: Como acreditamos que a comunicação e a linguagem são instrumentos significativos nas ações educativas, propomos uma modalidade de interação/comunicação que denominamos de espaço conversacional, a fim de minimizar os conflitos entre família e escola, como sistemas interdependentes, que se mantêm co-autores e co-responsáveis pelo processo escolar de seus filhos /alunos. Ilustraremos com estudos que permitem a utilização do recurso conversacional, explorando assuntos e contextos diversos, mantendo o cuidado de adequar a condução, a coordenação e a escolha dos temas para os participantes. Os sentimentos e preocupações são semelhantes, diferenciando somente os tipos de recursos utilizados e como os utilizam na soluç&atil de;o dos problemas. O procedimento revela uma teia dinâmica de eventos multifacetados e interdependentes em constante interação e mudanças, confirmado pelos professores que denunciaram a necessidade de um trabalho social junto aos pais, na função de educadores e os pais querem ampliar o canal de comunicação com escola e coordenação, para serem mais ouvidos e poderem opinar na condução da educação de seus filhos. Facilitando a comunicação entre parceiros, a função educativa da escola se amplia no cumprimento de sua missão, que consiste na troca de valores essenciais, não somente com os alunos, mas com os pais, a fim de atingir com maior pertinência a sociedade em que se insere.

 

MARIA LUIZA PUGLISI MUNHOZ

3- TRANSTORNOS DE APRENDIZAGEM E NEURODESENVOLVIMENTO

a) Sinais precoces de transtornos de aprendizagem

CLAY BRITES (SP)

Pediatra e Neurologista Infantil; Doutorando em Ciências Médicas – UNICAMP; Pesquisador e Integrante do DISAPRE-UNICAMP; Presidente da ABENEPI-PR e speaker da Neurosaber.

Ementa: A apresentação destinar-se-á a expor os sinais precoces dos transtornos de aprendizagem nos primeiros anos de vida e dados de história clínica na infância relevantes como possíveis fatores de risco para prejudicar os processos de apropriação da aprendizagem da leitura, da escrita e das habilidades matemáticas com base em evidências neurocientíficas.

 

CLAY BRITES
b) Transtornos da aprendizagem não verbal

MARIA DE LOURDES TABAQUIM (SP)

Neuropsicóloga; Doutora em Ciências Médicas; Docente do Depto de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB-USP) e da Pós Graduação do Hospital de Reabilitação em Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC-USP).

Ementa: Interesse relativamente recente de educadores pelo Transtorno da aprendizagem não verbal (TANV). Forma característica de dificuldades acadêmicas decorrentes de alterações nas habilidades atencionaisvisuoespaciais, praxias construtivas, percepção social e aspectos paralinguísticos da comunicação. A importância da identificação precoce, e, a repercussão na aprendizagem acadêmica e adaptação psicossocial.

 

MARIA DE LOURDES TABAQUIM
c) Distúrbios de aprendizagem verbais

SYLVIA CIASCA (SP)

Professora Dra. Associada III da Faculdade de Ciências Médicas/UNICAMP; Livre-Docente em Neurologia Infantil, FCM/UNICAMP; Coordenadora do Laboratório e Centro de Referência sobre Distúrbios da Aprendizagem e Transtornos da Atenção - DISAPRE, FCM/UNICAMP; Líder do Grupo de Desenvolvimento, Escolaridade e Aprendizagem – CNPq.

Ementa: Os distúrbios verbais da aprendizagem são decorrentes de uma falha de processamento, envolvendo áreas específicas do cérebro relacionadas ao hemisfério esquerdo são eles: dislexia, disgrafia, disortografia e discalculia. Todas com especificidades e ajustamento corticais diversos mas que levam ao problema da criança ter distúrbio do ato de aprender. Considerados como de difícil diagnóstico, tais distúrbios provocam uma série de mudanças no desempenho da criança, consequentemente interferem no processo do ato de aprender.

 

SYLVIA CIASCA

Observação: Programação Preliminar, sujeita à alterações sem aviso prévio, se necessário.

Dia 22 de Outubro de 2016
Sábado

HORÁRIO DESCRIÇÃO
8h/9h30 Apresentação de Trabalhos Científicos
9h30/10h30 Conferência Internacional:

 

Aprender na vida e aprender na escola

JUAN DELVAL (Espanha, Madri)

Profesor de Psicología Evolutiva y de la Educación en la Universidad Complutense de Madrid, en la Universidad Autónoma de Madrid (U.A.M.); Doctor en Filosofía por la Universidad Complutense de Madrid; Fue alumno de Jean Piaget y Bärbel Inhelder; Ha pronunciado conferencias, impartido cursos y realizado trabajos de investigación en diversos países; Autor de livros, alguns traducidos ao português; Ha ocupado en el pasado diversos cargos en el campo de la educación, dentre eles fue asesor del Ministro de Educación para temas de investigación, innovación educativa y formación de profesores; ha sido representante español en diversas reuniones internacionales de la UNESCO, OCDE, Consejo de Europa; es miembro de varias sociedades científicas y del Consejo de Redacción o del Consejo Asesor de revistas de Psicología y Educación españolas y de otros países; ha realizado investigaciones sobre el desarrollo del pensamiento infantil, especialmente en lo relativo a la lógica, a la formación del pensamiento científico y a la construcción de nociones sociales, así como a su aplicación a la formación de conocimientos en la escuela.

Ementa: Os seres humanos aprendem ao longo de suas vidas inúmeros conhecimentos necessários para sua sobrevivência, aparentemente sem grande esforço e com muito interesse. Ao mesmo tempo, passam longos anos nas escolas nas quais só conseguem aprender uma minúscula parte do que lhes é ensinado. Podemos pensar se há alguma possibilidade de que a aprendizagem do conhecimento escolar possa ser tão eficaz como o conhecimento cotidiano ou são duas formas de conhecimento totalmente distintas. Nesse caso, em que se diferenciam? Qual e a importância do jogo? Por que custa tanto aprender na escola? Por que muitos alunos fracassam? Por que se ensina atualmente tal acúmulo de coisas se os alunos as esquecem depois de passar nos exames?

 

JUAN DELVAL
10h30/11h Intervalo
11h/12h30 Workshops:

 

1- Encontro de coordenadores/docentes de cursos de Psicopedagogia
Coordenada pela Comissão de Formação e Regulamentação do Conselho Nacional da ABPp

2- Desafios da aprendizagem: como as neurociências podem ajudar pais e professores

LINO DE MACEDO (SP)

Professor titular (aposentado) do Instituto de Psicologia, da Universidade de São Paulo; Membro da Academia Paulista de Psicologia; Representante do Instituto Pensi - Fundação José Luiz Egydio Setubal, no Núcleo Ciência para a Primeira Infância; Estuda os processos de aprendizagem e desenvolvimento do ser humano em situação de jogos e brincadeiras aplicáveis à educação ou à saúde.

Ementa: Mostrar de que modo os estudos em neurociências podem lançar luz sobre vários aspectos do desenvolvimento de crianças e adolescentes na escola. Serão abordadas reflexões acerca de temáticas atuais, ressaltando a importância de estabelecer limites e de incluir questões da saúde na formação do professor, para ajudá-lo a reconhecer entre os alunos aqueles com dificuldades de aprendizagem e, também, a lidar com as próprias angústias advindas de seu trabalho.

LINO DE MACEDO

3- Música como recurso, música como conhecimento: vivências e reflexões.

CIBELE LAURIA SILVA (BH)

Professora da Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais; Mestre em Música, com área de concentração em música e cultura pela Universidade Federal de Minas Gerais; Pós-graduação em Educação Musical na UFMG e UEMG com ênfase em Etnomusicologia; Graduação em Psicologia pela Fundação Mineira de Educação e Cultura; Atua como coordenadora do subprojeto Interdisciplinar PIBID/ UEMG; Tem formação e experiência profissional na área de Artes: dança, teatro e música.

Ementa: A música tem sido utilizada como recurso didático e terapêutico nas mais diversas áreas de conhecimento, contribuindo para a aquisição de aspectos cognitivos e socioculturais na humanidade. Considerada também como uma das inteligências a ser desenvolvida, a área passa por uma reestruturação visando a sua inclusão oficial nas escolas, despertando a história musical individual e coletiva.

CIBELE LAURIA SILVA

4- Desenvolvimento motor em criança com dificuldade de aprendizagem

FRANCISCO ROSA NETO (SC)

Doutor em Medicina do Esporte Universidade de Zaragoza (Espanha); Mestre em Deficiência Mental e Transtornos de Aprendizagem, Universidade de Sevilha (Espanha); Especialista em Educação Especial e Educação Infantil, Centro de Ciências da Saúde (UDESC); Coordenador do Laboratório de Desenvolvimento Humano; Professor do programa de Mestrado e Doutorado em Ciência do Movimento Humano da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC; Presidente da Sociedade Brasileira de Motricidade Humana – SBMH.

Ementa:Através da avaliação motora, podemos registrar o comportamento dos escolares da Educação Infantil, Ensino Fundamental e Educação Especial, identificando as áreas motoras que estão comprometidas, tais como: área da coordenação (fina e global); área da propriocepção (equilíbrio e esquema corporal); e área da percepção (espacial e temporal).

FRANCISCO ROSA NETO

5- Medicalização dos processos de escolarização

MÔNICA CINTRÃO (SP)

Síntese curricular: Psicóloga, Psicopedagoga, Mestre e Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano (IP-USP), Professora e Supervisora de Estágio nos Cursos de Psicologia e Pedagogia da Universidade Paulista (Unip), Coordenadora do Curso de Especialização em ‘Psicologia e Educação’ (Unip), Coordenadora do Curso de Especialização em ‘Práticas Psicossociais em Comunidades e Instituições’ (Unip), Coordenadora do Grupo de Pesquisa ‘Escola, Comunidade e Políticas Públicas’ (CNPq), Coordenadora da Representação Paulista da Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE), Membro do Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade.

Ementa: O que é medicalização? Que fenômeno é este que afetada alunos e professores nas escolas? Este workshop tem por objetivo apresentar uma reflexão sobre a intensificação no Brasil, nos últimos dez anos,da medicalização da infância e da adolescência pelo uso de metilfenidato na terapia dos problemas escolares.O objetivo é questionar a responsabilização do fracasso as crianças e jovens e propor novas práticas que visem um funcionamento escolar mais favorável aos processos de escolarização.

MÔNICA CINTRÃO

6- Ensinando crianças com problemas de aprendizagem a ler e escrever
As letras falam: metodologia para alfabetização

BIANCA ARRUDA MANCHESTER QUEIROGA (PE)

Fonoaudióloga; Especialista em Linguagem e Fonoaudiologia Educacional; Mestre e Doutora em Psicologia Cognitiva; Professora associada da Universidade Federal de Pernambuco, atuando no Curso de Graduação em Fonoaudiologia e no Programa de Pós Graduação em Saúde da Criança e do Adolescente; Docente do Curso de Especialização em Psicopedagogia do CEPAI/ Universidade Católica de Pernambuco; Atua principalmente com os seguintes temas: aquisição de linguagem oral, aprendizagem da leitura e escrita, educação e saúde, transtornos da linguagem e transtornos da aprendizagem.

JAIME ZORZI (SP)

Fonoaudiólogo; Especialista em Linguagem e Aprendizagem; Mestre em Distúrbios da Comunicação; Doutor em Educação; Atua no atendimento de crianças e jovens com alterações da linguagem oral e escrita; Presta assessoria e consultoria junto à rede pública e privada de ensino; Trabalha na formação de professores e outros profissionais da área da aprendizagem e educação; Diretor e professor do CEFAC Saúde e Educação. Autor de várias obras sobre linguagem oral, escrita, aprendizagem e transtornos de aprendizagem.

Ementa: Este workshop tem por objetivo apresentar uma experiência de alfabetização de crianças com problemas de aprendizagem, a partir da metodologia “As letras falam”. Serão expostas as bases e diretrizes que fundamentam a proposta, a importância das abordagens fônicas, as competências envolvidas no aprendizado das escritas alfabéticas, assim como, de forma prática e de forma ilustrada, os resultados de aplicação do método em grupo de alunos do ensino fundamental de uma escola do Recife.

BIANCA ARRUDA MANCHESTER QUEIROGA

 

JAIME ZORZI

7- Atuação do Psicopedagogo com pessoas na terceira idade:
como ser protagonista no processo de envelhecimento e seguir produzindo aprendizagens.

DENISE COSTA CERONI (RS)

Pedagoga; Psicopedagoga; Mestre em Educação; Doutoranda em Educação desenvolvendo a pesquisa sobre aprendizagem de adultos na perspectiva da teoria de Peter Jarvis e a interface com a teoria de Paulo Freire; Atuou como professora, por 32 anos, na rede pública de ensino do RS; Atua como Docente na Faculdade de Educação e Coordenadora do Pós em Psicopedagogia Clinica com Abordagem Institucional e Terapêutica do UniRitter/Laureate International Universities.

Ementa: As teorias sobre aprendizagem de Peter Jarvis e Paulo Freire foram desenvolvidas a partir de pesquisas e da prática comprometida com a educação e formação de adultos, quer seja nos processos de alfabetização ou formação profissional. A Psicopedagogia pode contribuir para a compreensão dos processos educativos do ser humano, ao longo da vida,e construir intervenções frente aos desafios da sociedade contemporânea.Como ser sujeito em processo de envelhecimento e continuar aprendendo ao longo da vida? O envelhecimento e a educação são processos vitais e se entrelaçam ao longo de toda a vida, as experiências vividas forjam os sujeitos como seres únicos, complexos e inacabados.

 

DENISE COSTA CERONI
8- Brincar para compreender as técnicas das operações matemáticas fundamentais

LUZIA FARACO RAMOS (SP)

Matemática com especialização em Psicopedagoga; Assessora em Educação Matemática com foco na prevenção das dificuldades de aprendizagem; Coordenadora e Docente em cursos de Especialização em Psicopedagogia; Autora das Coleções paradidáticas A turma da Matemática – 5 títulos e Descoberta da Matemática – 9 títulos; Autora do livro Conversas sobre números ações e operações, destinado a pedagogos e psicopedagogos.

Ementa: Desenvolver de forma lúdica a estrutura lógica do Sistema de Numeração Decimal. Demonstrar a partir desta lógica, utilizando materiais concretos, como favorecer nos aprendentes a descoberta e a compreensão de técnicas operatórias descritivas das operações matemáticas fundamentais, e partir desta prática como favorecer o cálculo mental de forma significativa.

 

LUZIA FARACO
9- O uso do Modelo de Resposta à Intervenção (RTI) para a identificação precoce da dislexia: Modelo centrado na criança e Modelo de tutoria para professores.

SIMONE CAPELLINI (SP)

Fonoaudióloga; Livre Docente em Linguagem Escrita pela Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” - FFC/UNESP-Marília-SP; Docente do Departamento de Fonoaudiologia e dos Programas de Pós-Graduação em Educação e em Fonoaudiologia da FFC/UNESP–Marília-SP; Coordenadora do Grupo de Pesquisa “Linguagem, Aprendizagem e Escolaridade” e do Laboratório de Investigação dos Desvios de Aprendizagem (LIDA) do Departament o de Fonoaudiologia da FFC/UNESP-Marília-SP; Bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq.

Ementa: Este workshop tem por objetivo apresentar duas propostas de uso do Modelo de RTI para a identificação precoce da dislexia, sendo uma centrada na criança e a outra centrada na tutoria com os professores. Por meio do uso de atividades práticas, os participantes do workshop terão contato com as bases teóricas deste Modelo e com as tarefas que podem ser desenvolvidas com escolares de 6 a 7 anos de idade em contexto de sala de aula e em contexto clínico. Serão apresentados dados de pesquisas realizadas desde 2005 no município de Marília-SP demonstrando a eficácia do uso deste Modelo em Rede Pública de Ensino.

 

SIMONE CAPELLINI
10- Linguagem, interação e aprendizagem no Transtorno do Espectro do Autismo (TEA)

MARA MONTEIRO DA CRUZ (RJ)

Professora Adjunta da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Fonoaudióloga; Mestre e Doutora em Educação Especial; Autora de diversas publicações nas áreas de linguagem, ensino e aprendizagem de pessoas com necessidades educacionais especiais.

Ementa: Atualidades em relação ao diagnóstico e caracterização do TEA. Linguagem e aprendizagem no TEA. Estratégias para compreender e incentivar a interação de alunos com TEA em ambiente escolar; acessibilidade ao currículo.

 

MARA MONTEIRO DA CRUZ

11- Escola é para todos e cada um

EDITH RUBINSTEIN (SP)

Mestre em Psicologia Educacional; Psicopedagoga; Terapeuta Familiar; Formadora em PEI pelo ICELP- Jerusalém; Coordenadora e docente do Centro de Estudos Seminários de Psicopedagogogia – SP; Ex-presidente da ABPp e membro do conselho nato.

PATRÍCIA VIEIRA (SP)

Pedagoga pela PUC- SP; Psicopedagoga pelo Instituto Sedes Sapientiae; Psicanalista; Membro efetivo do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.

Ementa: Uma escola inclusiva demanda capacitação técnica para construir junto com os envolvidos um espaço democrático que atenda REALMENTE a diversidade. A grande revolução educacional brasileira é a oferta de escola para todos. Quais são os principais desafios? Como abordá-los? Que princípios, conceitos e práticas contribuem para a construção do desenvolvimento e aprendizagem? Como construir redes que propiciem a ESCOLA DEMOCRÁTICA?

EDITH RUBINSTEIN

 

PATRÍCIA VIEIRA
12h30/13h45 Intervalo para Almoço
13h45 Abertura - Assembleia de Eleição do Conselho Nacional - ABPp 2017-2019
Comissão Eleitoral
14h/15h Palestras:

 

1- Inclusão ou sequestro?

ELIZABETH TUNES (DF)

Psicóloga pela Universidade de Brasília; Mestrado e doutorado em Psicologia pela Universidade de São Paulo; Pesquisadora associada da Universidade de Brasília; Professora do Centro Universitário de Brasília. Sua atividade de pesquisa focaliza, principalmente, os seguintes temas: conhecimento científico e conhecimento escolar, relação professor-aluno, aprendizagem e desenvolvimento, desenvolvimento psicológico atípico e deficiência mental, processos de escolarização e o significado social da escola.

Ementa: Pretende-se desenvolver a metáfora da inclusão como sequestro. Parte-se do exame crítico do que é concebido, em geral, como inclusão social. Particulariza-se esse conceito sob a temática da inclusão escolar, procurando-se demonstrar como, por ser a escola um monopólio radical, as políticas públicas não visam ao disciplinamento dos mecanismos de exclusão que fazem parte da própria estrutura dessa instituição e, assim, a inclusão escolar afigura-se mais como um sequestro do que, propriamente, uma oportunidade.

ELIZABETH TUNES

2- A gênese da motricidade da escrita

RITA THOMPSON (RJ)

Pedagoga; Psicopedagoga; Psicomotricista; Mestre em Educação; Docente na Universidade Estácio de Sá; Coordenadora do atendimento à crianças com TDAH, TEA e Deficiência intelectual no Ambulatório São João Batista da Faculdade de Medicina Souza Marques; Sócia Titular e Ex-Presidente da Associação Brasileira de Psicomotricidade; Membro da diretoria da ABENEPI – Associação de Neurologia e Psiquiatria Infantil; Membro consultora do Comitê de Saúde Escolar da Sociedade de Pediatria/RJ; Presidente da ONG Instituto de Pesquisas Neuropsiquiátricas – Superação um abraço à vida – SUAV.)

Ementa: Esta atividade visa trazer uma reflexão sobre a evolução da motricidade gráfica, os aspectos a serem observados durante o ato da escrita, assim como, as possíveis alterações que podem ocorrer durante o processo de aquisição grafomotora.

RITA THOMPSON

3- Tema: Neuropediatria e Psicopedagogia: abordagem interdisciplinar

RUDIMAR RIESGO (RS)

MD, PhD – Neuropediatra; Doutor em Pediatria (UFRGS); Professor de Medicina no Departamento Pediatria (UFRGS); Chefe da Neuropediatria do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (UFRGS).

Ementa: A Neuropediatria tem interfaces com várias áreas de atuação, tanto na saúde quanto na educação. O tema comum entre estas duas especialidades é o aprendizado e os problemas que os alunos possam ter durante sua trajetória acadêmica. O ideal seria que todos os profissionais que trabalhem com crianças tenham bem claro como se dá o desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM) normal, para poder melhor abordar seus desvios. Sob ponto de vista neuropediátrico, a neurobiologia do aprendizado normal se assenta sobre um tripé: a) DNPM normal; b) neuroplasticidade; c) memória. Por outro lado, devemos diferenciar os problemas da aprendizagem dos transtornos da aprendizagem.

 

RUDIMAR RIESGOI

4- Tema: TDAH e as funções executivas na aprendizagem

EDYLEINE BELLINI PERONI BENCZYK (SP)

Psicóloga; Neuropsicóloga; Psicopedagoga; Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP; Mestre em Psicologia Escolar pela PUC-CAMP; Professora do curso de especialização em Neuroaprendizagem do Grupo Saber Cultura/SP; Autora de escalas, livros e capítulos de livros sobre o Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.

Ementa: Esta atividade visa então, trazer uma reflexão acerca do quadro de TDAH e do seu impacto no ambiente escolar, tanto do ponto de vista comportamental, quanto do ponto de vista pedagógico e neuropsicológico, tendo as Funções Executivas como repertório imprescindível para que a aprendizagem ocorra de forma adequada, bem como a adaptação do aluno em sala de aula e a sua socialização com seus pares e professores. Serão discutidos os conceitos de Funções Executivas, os subdomínios que estão comprometidos nos quadros de TDAH e como estes interferem na aprendizagem e no dia a dia do aluno, bem como serão propostas estratégias de intervenção escolar. Torna-se, desta maneira, relevante que o profissional da educação tenha conhecimento a respeito da relação entre TDAH e as Funções Executivas na Aprendizagem para que possa repensar a sua prática profissional, a metodologia de ensino, os critérios de avaliação adotados e a relação destes com a aprendizagem, a fim de poder melhor atender às necessidades educativas e sociais destes alunos, incluindo-os cada vez mais, ao invés de desvinculá-los do processo de aprendizagem, evitando assim, a evasão escolar e os problemas decorrentes desta situação.

EDYLEINE BENCZYK
15h/16h30 Painel: um fato, diferentes visões

 

1- A ATUAÇÃO E A FORMAÇÃO DO PSICOPEDAGOGO EM DIFERENTES ESPAÇOS

a) Intervenção Psicopedagogica na Saúde, e a reinserção escolar da criança em tratamento de doença crônica

SONIA MARIA COLLI DE SOUZA (SP)

Síntese curricular: Membro Titular da ABPp Nacional; Conselheira Vitalícia da ABPp Seção São Paulo; Mestre em Educação; Psicopedagoga Clínica; Pedagoga com especialização em Educação Especial; Coordenadora e Professora do Curso de Pós Graduação em Psicopedagogia da UNIP; Professora da Unichristus de Fortaleza (CE) das disciplinas Diagnóstico e Intervenção Psicopedagógica Hospitalar.

Ementa: A relevância deste tema está na proposição de criar uma linha de atuação psicopedagógica que atenda crianças e adolescentes que se encontram em tratamento de doenças crônicas considerando a integração Educação e Saúde. A volta a escola de alunos que estiveram afastados por tratamentos hospitalares, pede uma conexão professor/ comunidade de alunos/ mediadores educacionais da saúde, para que se possa oferecer ao educando um ambiente acolhedor, afetivo e coerente ao seu desenvolvimento acadêmico, considerando sua fragilidade física, emocional e cognitiva.

 

SONIA COLLI

 

b) A atuação do psicopedagogo na gestão organizacional

CECÍLIA WARSCHAUER (SP)

Pedagoga, mestre e doutora em Educação pela USP; fez formação psicopedagógica com Alicia Fernandez. Trabalhou 20 anos em instituições de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Superior. Atualmente dá consultoria para empresas, utilizando a metodologia Roda & Registro. Conduz atividades de formação de educadores e profissionais de várias áreas em seu Espaço das Rodas. Autora de livros e artigos.

Ementa: Apresentarei o histórico da metodologia Roda & Registro, com sua origem na sala de aula e sua utilização na gestão organizacional, evidenciando sua base conceitual e algumas das ferramentas psicopedagógicas utilizadas. Abordarei um caso real, desenvolvido durante cinco anos numa empresa.

 

CECÍLIA WARSCHAUER
c) Psicopedagogia no contexto escolar: aprendizagem escolar no Brasil e a contribuição da formação do psicopedagogo na graduação

ÉDER DANTAS (PB)

Professor do Departamento de Graduação em Psicopedagogia da UFPB e do Mestrado Profissional em Políticas Públicas de Gestão e Avaliação da Educação Superior – MPPGAV/UFPB; Licenciado em História; Psicopedagogo; Mestre em Ciências Sociais; Doutor em Educação; Vice-líder do Grupo de Estudos em Processos de Aprendizagem e Diversidade – GEPAD; Atual Coordenador do Curso de Bacharelado em Psicopedagogia da UFPB

Ementa: O Brasil avançou em termos de acesso à educação básica, praticamente universalizando o ensino fundamental e o ampliando vagas em creche e na educação infantil. Ao mesmo tempo, políticas de educação inclusiva tornaram nossas escolas menos homogêneas. É preciso avançar, todavia, na melhoria efetiva dos níveis de aprendizagem. Defendemos uma reflexão em torno da necessidade da melhoria da qualidade dos cursos de psicopedagogia no nível da pós-graduação e da expansão da formação do psicopedagogo no nível da graduação.

 

ÉDER DANTAS

2- INCLUSÃO: A INTEGRAÇÃO ENTRE PESSOAS DESDE O ESPAÇO ESCOLAR AO SOCIAL

a) O garoto contador de histórias

VALÉRIA CAMPINAS BRAUNSTEIN (SP)

Psicóloga; Pedagoga; Psicopedagoga; Cursou aperfeiçoamento em "Queixa Escolar", USP; Mestre em Educação, USP; Exerce atividades nos contextos clínico e educacional, com ênfase em Psicologia Escolar e Educação Especial; Desenvolve trabalhos de consultoria e assessoria a prefeituras; Atualmente é docente da UNIP, nos cursos de graduação em psicologia e pedagogia; Líder da disciplina Educação Inclusiva; Membro do GIQE, colaboradora em Grupos de pesquisa na UNIP e na UFMS e do Laboratório de educação especial- LADESP, USP; Dirige e coordena o Núcleo de Desenvolvimento Mosaicos; Assessora do NAAPA- PMSP.

Ementa: Trabalho clínico realizado, com um adolescente com TEA,[1] nos anos de 2011 e 2013, com queixas nas esferas afetiva, comportamental e escolar. O desafio foi promover a elaboração de conflitos afetivos, melhorando a expressão de sentimentos e a interação social, concomitantemente foi possível desconstruir ideias de inabilidade e da ineficiência na escolarização e socialização de pessoas com diferenças significativas.

[1] Transtorno do Espectro Autista, DSM V, 2013.

 

VALÉRIA CAMPINAS BRAUNSTEIN
b) Pontes entre a Educação Inclusiva e a Psicopedagogia na Clínica Interdisciplinar.

ELAINE MILMANN(RS)

Síntese curricular: Psicopedagoga, pedagoga/educadora especial; Mestre e Doutora em Educação UFRGS; Pós-doutora pelo Departamento de Psicologia e Psicanálise do Instituto de Psicologia UFRGS; Membro da equipe clínica e docente do pós graduação do Centro Lydia Coriat de Porto Alegre, integrante do Núcleo de Pesquisa em Psicanálise, Educação e Cultura (NUPPEC/UFRGS); Autora do livro Poética do Letramento - corpo, escrita, linguagem (Kazuá, 2014) e diversos artigos.

Ementa: A psicopedagogia clínica ao produzir sua pesquisa sobre as singularidades na aprendizagem de crianças com problemas de desenvolvimento, vem construindo pontes com as escolas, contribuindo para a elaboração do planejamento, de flexibilizações curriculares e de situações escolares as quais sustentem a aprendizagem, os processos de subjetivação e a inclusão de cada um e de todos numa perspectiva dialógica, cooperativa e transformadora na Educação.

 

ELAINE MILMANN

 

c) Para além do diagnóstico: enxergar possibilidades e traçar propostas de trabalho

LISBETH SOARES (SP)

Síntese curricular: Mestre em Educação Especial pela UFSCar/SP. Graduada em Pedagogia pela FEUSP, com especialização em Psicopedagogia da Educação Especial pela Universidade Metodista de São Paulo. É professora de Educação Especial na rede pública e também professora de Música, sendo responsável pelo Programa de Apoio Pedagógico e Inclusão (PAPI) da Fundação das Artes de São Caetano do Sul/SP. Atua como docente em cursos de Licenciatura e Pós-graduação em Educação Musical. Exerce diferentes atividades voltadas para a formação de professores nas áreas de Educação Especial e Educação Musical.

Ementa: A proposta é apresentar uma pauta de observação que poderá servir como elemento de avaliação pedagógica para o planejamento de estratégias de trabalho, considerando a inclusão de crianças com deficiência no ensino regular. Tem a intenção de colaborar com discussões e ações que considerem a subjetividade e a importância do contexto no qual a criança está inserida, por entender que o diagnóstico médico e/ou clínico é uma das informações sobre a mesma, mas não é o elemento que define todo o trabalho a ser realizado, em termos educacionais.

 

LISBETH SOARES

 


3- POSSIBILIDADES E DESAFIOS ENTRE NEUROCIÊNCIAS E APRENDIZAGEM

a) Funções Executivas, Metacognição e Saúde Mental: oportunidades e desafios na avaliação e intervenção.

MARCO ANTONIO ARRUDA (SP)

Neurologista da infância e adolescência; Mestre e Doutor em Neurologia, USP, Autor e co-autor de livros e publicações em periódicos internacionais indexados. Em 2006 introduziu no Brasil a Neurociência da Educação através da criação da Comunidade Aprender Criança onde conduz pesquisas populacionais e publica documentos de acesso gratuito como o boletim Notícias do Cérebro, a “Cartilha do Educador, educando com a ajuda das Neurociências” e a “Cartilha da Inclusão Escolar, inclusão baseada em evidências científicas”; Diretor do Instituto Glia e do Glia Educacional.

Ementa: O desenvolvimento de métodos para identificação precoce de habilidades e dificuldades em Funções Executivas, Metacognição e Saúde Mental certamente é, nos dias de hoje, a melhor oportunidade para intervenção na crescente interface entre as Neurociências e a Educação. Estimular as habilidades e reabilitar as dificuldades, certamente, seu maior desafio. Evidências científicas atuais nos ajudam a pavimentar e refletir sobre esse caminho.

 

MARCO ANTONIO ARRUDA
b) Repensando a alfabetização com base nas neurociências

ALESSANDRA GOTUZO SEABRA (SP)

Psicóloga; Doutora e Pós-doutora em Psicologia, USP; Docente e pesquisadora dos Programas de Mestrado e Doutorado em Distúrbios do Desenvolvimento da Universidade Presbiteriana Mackenzie; Desenvolve pesquisas e tem publicações principalmente sobre desenvolvimento infantil, neuropsicologia, alfabetização, dislexia, funções executivas, autorregulação e intervenção precoce; Coordenadora do Grupo de Neuropsicologia Infantil; Bolsista de Produtividade pelo CNPq; Autora de livros, artigos científicos e capítulos de livros na área.

Ementa: Nessa palestra serão abordadas algumas das evidências recentes, provenientes das neurociências, acerca do funcionamento neurológico que ocorre durante tarefas de leitura e escrita. Abordaremos como o tipo de ortografia e as instruções oferecidas ao aprendiz podem influenciar o processamento neurológico e interagem com suas características específicas. A partir dessas evidências, são derivadas implicações sobre práticas educativas para alunos com desenvolvimento típico e com dificuldades de aprendizagem.

 

ALESSANDRA GOTUZO SEABRA
c) A Emoção, o Cérebro e a Mente: prioridades da infância à adolescência para educação do século XXI

ADRIANA FOZ (SP))

Educadora (FE, USP); Especialista em Orientação Educacional (USP); Psicologia da Educação (USP); Psicopedagoga (Instituto Sedes Sapientiae); Especialista em Neuropsicologia, pelo CDN/UNIFESP; Coordenadora gestora do Projeto Cuca Legal (Psiquiatria/ UNIFESP); Pesquisadora em Neurociências na Educação (CNPq); Atende em consultório, pacientes adolescentes e adultos; Presta consultoria à instituições e corporações; Autora de livros, dentre os mais recentes: A Cura do Cérebro (Editora Novo Século) e As Aventuras de Newneu, o superneurônio (Editora Matriz); Ministra palestras em instituições por todo o Brasil, cujos principais temas são: Neurociências na Educação, Educação Emocional, Aprendizagem Socioemocional e Plasticidade Emocional.

Ementa: As neurociências têm contribuído significativamente para o avanço, inovação e competência da Educação. Partindo do atual entendimento que a educação deve prover condições, recursos, tecnologia e cuidados para com o desenvolvimento para além do cognitivo, como as habilidades socioemocionais é que será colocado o foco nas funções executivas. Desta forma estaremos avançando para a saúde emocional e saúde mental dos jovens, aspecto fundamental do presente e do futuro.

 

ADRIANA FOZ
16h30/17h Intervalo
17/17h30 Finalização - Assembleia de Eleição do Conselho Nacional - ABPp 2017-2019
Comissão Eleitoral
17h30/17h45 Menção aos Trabalhos Científicos apresentados no Simpósio
Coordenadora da Comissão Científica
17h45/18h Encerramento – Edimara de Lima, Vice-presidente da ABPp
18h/19h Momento com Autores e Lançamentos de Livros

Observação: Programação Preliminar, sujeita à alterações sem aviso prévio, se necessário.

Neste ano teremos um Simpósio com inscrição prévia por atividade, ou seja, ao se inscrever você escolherá previamente de quais atividades da Programação Científica quer participar em cada horário. Contudo, caso queira trocar alguma atividade deverá consultar a disponibilidade de vagas, podendo fazer a mudança uma única vez sem custo adicional. As demais mudanças poderão ocorrer, apenas se houver vagas disponíveis, mediante o pagamento da tarifa de R$20,00, e somente serão realizadas antecipadamente na secretaria do evento, em hipótese alguma poderã o ser feitas na porta da sala onde ocorrerá a atividade.